quarta-feira, 6 de maio de 2009

'Reconheço que tua luminosidade parece com a cidade a noite olhar de farol, campo cheio em dia de futebol. A tua alegria, teu jeito cigano de ir embora, mas chega uma hora qualquer o que se der se dê o que vem por aí...
é bom ter você por aqui '

Silvério Pessoa

sábado, 4 de abril de 2009

entende?

nem tudo o que eu digo ou faço, é o que realmente parece ser. eu sempre demonstro e expresso aquilo que eu sinto e sou. mas muitas vezes aquilo que você vê não é o que parece ou o que eu quero mostrar.

na verdade você nem precisa entender o que escrevo neste exato momento. isso só diz respeito a mim...

sexta-feira, 6 de março de 2009

382 Dias.


'Tente viver cheio de dúvidas, angústias e questionamentos.Um infinito por quê que te leva a medidas extremas e talvez descabidas.Mais tempo significa mais perguntas, quando ele só queria respostas.Conheça a história de alguém que foi longe demais...'



Eu conto assim como você.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Sou apenas uma alma apaixonada por você.

É com você que quero passar os meus dias encontrar a verdadeira felicidade. É você que eu amo e não há tempo nem espaço que possa matar esse amor.
Quero te amar a vida inteira, ter você em meus braços, te amar com intensidade...

Ter a felicidade.


Trago no peito,

A esperança que se esvazia,

Na ponta do meu cigarro.

É como um câncer,

Que ainda não me matou,

Mas cresce nas veias,

Enchendo meus olhos de tumores.

Não alcançarei a meia-idade,

Perecerei em minha juventude,

Mas o mundo não será,

Doutor de minhas verdades.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Uma noite, uma amizade...

'poesias , versos e poesias
alegrias , relento por fim maresias
orgulho , tristeza em pés de julho
alvorada , sono da madrugada
neblina , sono, dor
o mar ou céu a relampear
relampagos de luz intensa e fluorescente
lá no alto uma estrela cadente
enfim o final de toda a jornada
chorar e não sobrar nada.'


Por: Felipe
Meu Brother

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Notas de um observador


Existem milhões de insetos almáticos. Alguns rastejam, outros poucos correm. A maioria prefere não se mexer. Grandes e pequenos,redondos e triangulares,de qualquer forma são todos quadrados. Ovários, oriundos de variadas raízes radicais. Ramificações da célula rainha. Desprovidos de asas,não voam nem nadam. Possuem vida, mas não sabem.Duvidam do corpo,queimam seus filmes e suas floras. Para eles, tudo é capaz de ser impossível. Alimentam-se de nós, nossa paz e ciência. Regurgitam assuntos e sintomas. Avoam e bebericam sobre as fezes. Descansam sobre a carniça,repousam-se no lodo, lactobacilos vomitados sonhando espermatozóides que não são. Assim são os insetos interiores.

A futilidade encarrega-se de maestra-los. São inóspitos, nocivos, poluentes. Abusam da própria miséria intelectual,das mazelas vizinhas, do câncer e da raiva alheia. O veneno se refugia no espelho do armário. Antes do sono, o beijo de boa noite.Antes da insônia, a benção. Arriscam a partilha do tecido que nunca se dissipa. A família.

São soníferos, chagas sem curas. Não reproduzem, são inférteis, infiéis, in(f)vertebrados. Arrancam as cabeças de suas fêmeas,cortam os troncos,urinam nos rios e nas somas dos desagravos, greves e desapegos. Esquecem-se de si. A cria que se crie, a dona que se dane.Os insetos interiores proliferam-se assim: Na morte e na merda.

Seus sintomas? Um calor gélido e ansiado na boca do estômago.Uma sensação de: o que é mesmo que se passa?Um certo estado de humilhação conformada o que parece bem vindo e quisto.É mais fácil aturar a tristeza generalizada que romper com as correntes de preguiça e mal dizer.Silenciam-se no holocausto da subserviência o organismo não se anima mais.E assim, animais ou menos assim, descompromissados com o próprio rumo. Desprovidos de caráter e coragem, desatentos ao próprio tesouro...caem. Desacordam todos os dias,não mensuram suas perdas e imposturas. Não almejam, não alma, já não mais amor...

Assim são os insetos interiores.

All Then